Eu tenho este domínio desde 4 de novembro de 2013. Ficou parado por mais de dez anos, porque eu sabia o que queria fazer com ele e não sabia como.
Queria um lugar para contar histórias de mulheres que fizeram coisas que a gente nem imagina. Uma linguagem de programação. Uma invenção química. Um avião. Um jeito de cuidar de gente ferida que ninguém tinha pensado antes. Mulheres ocultas, cujos nomes desapareceram enquanto o trabalho delas continuou existindo no mundo.
Não importa de onde elas são — soviéticas, francesas, havaianas, brasileiras. O que importa é que as histórias delas quase não existem em português, e eu amo essas histórias.
As duas metades deste site
A primeira metade é essa: mulheres do passado, resgatadas do arquivo.
A segunda metade são as mulheres de agora. A senhora que costura vestidos para as crianças em algum lugar do mundo. A que cozinha para quem não tem. A que abriu a própria casa para as crianças do bairro lerem. Histórias simples, e nem por isso menores.
Porque o propósito aqui é esse: estamos neste mundo para nos inspirar, nos ajudar e evoluir. Não para ficar olhando o próprio umbigo.
Uma promessa sobre os fatos
Quando comecei a pesquisar, descobri uma coisa incômoda: boa parte do que se repete sobre mulheres esquecidas não tem fonte nenhuma. Quem escreve sobre elas está quase sempre tentando compensar o esquecimento, e acaba exagerando. Aí basta uma pessoa achar o exagero para descartar a mulher inteira.
Por isso, aqui, cada história termina dizendo três coisas: o que ela mudou, onde isso foi conferido, e o que ainda não se sabe. Quando a fonte não diz, o texto não diz. Elas não precisam de exagero — o que elas fizeram já basta.
Se você conhece uma mulher cuja história merecia estar aqui — do passado ou da sua rua —, me escreva. As melhores histórias vão chegar assim.